quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

Quando o vício quer tirar você de cena

Quando o vício quer tirar você de cena

Não deixe que o mesmo aconteça com você















Os holofotes e refletores já não brilhavam como antes. A penumbra trouxe à tona os problemas mais secretos e impediu o ator Robin Williams, de 63 anos, de seguir adiante com o mesmo vigor de outros tempos. No último dia 11, ele apagou a luz da própria vida e decidiu sair, literalmente, de cena. Foi encontrado morto em sua casa, na Califórnia, nos Estados Unidos, com um cinto amarrado ao pescoço. Os pulsos estavam cortados e os sinais vitais inexistentes.
Por que um artista cômico capaz de proporcionar tanta alegria aos telespectadores teve um final tão trágico? O suicídio chamou atenção de todo o mundo e revelou que, por trás do humor, também há tristeza. O sofrimento nem sempre é visível aos olhos dos outros. As dores podem ser maiores do que se possa imaginar.
O protagonista de filmes consagrados como Uma Babá Quase Perfeita (1993) e Patch Adams – o Amor é Contagioso (1998) tinha ingressado recentemente em uma clínica de reabilitação para dependentes químicos. Internações anteriores foram feitas, mas não livraram o ator dos vícios. No auge da carreira, ele confessou que era dependente do álcool, mas procurou se tratar após o nascimento do primeiro filho. Na década de 1980, enfrentou problemas com a cocaína. Nesse combate contra as drogas, o final não foi feliz.
A assessora de imprensa do ator, Mara Buxbaum, declarou que ele lutava contra uma depressão profunda. Difícil imaginar que uma fonte de talento estava em uma verdadeira escuridão nos bastidores da vida.












A depressão atinge mais de 350 milhões de pessoas de todas as idades ao redor do mundo, segundo dados da Organização Mundial de Saúde (OMS). Em sua forma mais grave, pode levar ao suicídio, como ocorreu com Williams. Aliada ao uso de drogas, é uma verdadeira bomba-relógio, que pode explodir de maneira irreparável. O Levantamento Nacional de Álcool e Drogas, feito pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), mostra que a depressão atinge 41% dos “bebedores problemáticos”. Na parcela da população brasileira que já tentou suicídio, 24% relataram relação com o consumo de álcool.
“O álcool é uma droga extremamente depressora e isso é um gancho para o suicídio. A cocaína também dá depressão, assim como o crack. Elas dão prazer no início, mas depois a sensação é outra. É preciso preencher essa depressão fumando de novo, bebendo mais, cheirando novamente. Um círculo vicioso do qual a pessoa não consegue se livrar por nada”, explica o bispo Rogério Formigoni, que fala com propriedade sobre o assunto. Ele lutou contra os vícios e hoje ajuda pessoas a se libertarem desse mal que devasta a sociedade.
O consumo de drogas causa prejuízos extremos. Ela compromete a mente, aniquila a consciência e deteriora o corpo. Formigoni explica que nem todos os usuários têm o mesmo destino trágico do ator, mas morrem aos poucos a cada consumo. “Nem todos se suicidam como ele, mas muitos estão se matando em doses homeopáticas. Isso porque a pessoa vai aumentando a quantidade de drogas, vai passando para uma droga mais forte e vai se matando aos poucos. É isso que a gente tem visto”, salienta.
O consumo de cocaína cresceu nos últimos dez anos e se tornou quatro vezes maior que a média mundial, segundo relatório da ONU divulgado em março. O crack assola cada vez mais o Brasil, como uma epidemia, e os usuários já somam 370 mil pessoas nas 26 capitais brasileiras e no Distrito Federal. O consumo cresce entre os jovens e, diante da amplitude do problema, o governo investe em recursos para solucioná-lo. Apenas em 2012, foram R$ 738 milhões em verbas. Em vão, na opinião do bispo Formigoni.
“Se o Brasil pegar todo o Produto Interno Bruto (PIB) e investir no combate aos problemas com drogas ou mesmo abrir uma clínica em cada esquina, não vai conseguir recuperar um único viciado. Não vai”, reforça. Para ele, tratamentos clínicos não resolvem o problema definitivamente.
“Vemos casos de pessoas que dizem que foram internadas, que estão há um ano sem usar drogas, mas a vontade está dentro delas. É uma questão de minutos ou dias para que elas voltem a usá-las. Na clínica, eles começam a sedar a pessoa e dão um monte de remédio para tentar tirar o desejo pela droga. A pessoa, então, fica viciada em comprimidos. Aquela vontade continua dentro dela.”













As dificuldades enfrentadas pelo usuário de drogas e pelas pessoas que estão ao seu redor, como amigos e familiares, são muitas. Mas, ao contrário do que a literatura médica ou muitos profissionais de saúde afirmam, o vício tem cura. Por que, então, tantas pessoas que buscam tratamento não conseguem se livrar totalmente da dependência?
“A resposta é muito simples. O vício é um espírito. Você pode acorrentar uma pessoa ou amarrá-la dentro de casa, mas não pode acorrentar um espírito. Mesmo sem usar a droga, a vontade vai estar dentro da pessoa. Quando ela passar por um problema emocional, uma briga dentro de casa ou discussão em família, vai recorrer àquela substância”, diz Formigoni. E completa: “O viciado vai ficar dependente do vício até o momento em que espírito for arrancado dele. Essa é a realidade, não tem jeito.”
Rafael de Brito Martins, de 25 anos, conhece bem essa realidade. Ele começou a usar substâncias ilícitas ainda na adolescência. Adulto, saiu da casa da família, no município de Mogi das Cruzes (SP), para manter o vício praticando roubos e pedindo dinheiro nas ruas. A mãe colocou um anúncio no jornal à procura do filho desaparecido. O jovem não dava notícias.
“Eu morei nas ruas, sabia sobreviver. Fui parar no bairro de Santo Amaro, porque falavam que era uma região onde prestavam assistência. Conheci o projeto ‘Anjos da Madrugada’, da Universal., que cuida dos moradores de rua, corta cabelo e faz nossa barba. Comecei a frequentar as reuniões. Tinha dias em que eu chegava de manhã e só saía de noite. Acompanhava todas”, relembra Rafael. Ainda assim, continuava usando drogas, como o crack.
Recentemente, Rafael começou a frequentar a reunião de Cura dos Vícios, realizada pelo bispo Formigoni, na Universal de Santo Amaro (SP), aos domingos, às 15 horas. Desde então, sua vida se transformou. “Não tenho mais vontade de usar drogas. Tenho nojo. Quero correr em busca dos meus sonhos”, revela. Ele reencontrou a família, com quem recuperou a relação de confiança que tinha. Rafael não é o único.













Rodrigo Rosa Santos, de 34 anos, também foi curado dos vícios. “Eu perdi tudo para as drogas: família, bens materiais, dignidade, respeito, honra.” Por 17 anos, ele foi viciado em maconha, cocaína, álcool, cigarro e crack. “Depois do crack, a minha vida acabou em meses. Eu tinha negócios em São Paulo e no Rio de Janeiro. Tinha um casamento de 13 anos. Perdi tudo.”
Ele chegou a trocar a roupa do corpo por uma pedra de crack. Foi internado, procurou clínicas de reabilitação e psiquiatras. “Não encontrei transformação em minha vida. Eu já não acreditava mais em mim. Achava que não tinha mais condições de sair daquela situação.” Hoje, ele é uma nova pessoa. “Tudo mudou depois que eu passei a frequentar as reuniões de cura. Reconquistei o respeito das pessoas e estou refazendo a minha vida”, conta.
O bispo Formigoni reforça que a cura existe, por mais que muitos insistam em dizer o contrário. Por isso, não espere um final trágico, como o do ator Robin Williams, para buscar auxílio. Procure ajuda e creia que é possível se livrar desse mal.






 Neste último sábado aconteceu um grande evento na Fundação Casa de São Paulo, realizado pelos voluntários da UNIVERSAL.
Os voluntários mostraram fé e solidariedade para os internos e famílias desta unidade.

 Para dar início do evento, foi feita uma oração para os internos e famílias.

 Na oportunidade os internos da Fundação Casa, cantaram lindas músicas de louvores para todos os presentes.

Ao final da apresentação o Grupo de Teatro da Força Jovem da UNIVERSAL, apresentou uma peça que tem o nome LEILÃO DE UMA ALMA.

Em seguida o Bloco de Ajuda aos Dependentes Químicos, composto por pessoas que eram traficantes e viciados em drogas, que se libertaram na UNIVERSAL e agora são palestrantes voluntários que ajudam os internos e famílias com seus testemunhos.


Para encerrar o evento foram distribuído Bolos, sorvetes e refrigerantes para todos os presentes.




As mães receberam kit com CD e livro do Bispo Edir Macedo.



Que o Senhor Jesus abençoe todos os funcionários da Fundação Casa.


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